"A grande maioria dos filósofos da ciência de hoje aceitaria , sem maiores discussões, que a teoria do conhecimento é uma disciplina que se ocupa, prioritariamente, da explicitação dos critérios de atribuição de verdade para as proposições descritivas de estados de coisas e das relações entre estados de coisas. Agrave problema implicado pela caracterização de um critério de verdade é que, seja qual for tal critério, essa caracterização não depende apenas de escolhas determinadas pela metodologia das teorias científicas a partir das quais dizemos o que é verdadeiro de quê. Mas, sobretudo, da obtenção de um consenso mínimo sobre a natureza dos estados de coisas que podem ser descritos, e da análise das condições relativas  das possíveis experiências que temos da realidade".

Luis Milman

 
 
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Bento XVI condena bispo nazista

Registro, satisfeito, notícia feita publicar pela secretaria de Estado do Vaticano, nesta quarta-feira, 4 de fevereiro. O Vaticano está exigindo que o bispo lefebvrevista Richard Williamson, recentemente reabilitado por decisão de Bento XVI, se retrate e volte atrás em suas declarações sobre o Holocausto. Poucos dias antes de ser recuperado pela Igreja, Williamson havia declarado, a um canal de televisão sueco, que não houve câmaras de gás e que apenas entre 200 e 300 mil judeus morreram nos campos de concetração nazistas. Se não se retratar, garante a nota da Santa Sé, o prelado não poderá exercer seu sacerdócio. A medida era indispensável e Bento XVI a tomou em tempo. Manifestações de repúdio à readmissão do bispo foram imediatas em todo mundo. O Grão Rabinato de Israel oficialmente rompeu relações com o Vaticano em seguida. A ação reparadora do atual papa deve repercutir junto às autoridades rabínicas israelenses. É de se esperar uma reaproximação diplomática entre católicos e judeus, na medida em que Bento XVI determinou que as opiniões de Williamson são não apenas deploráveis, mas que não têm abrigo na Igreja. Segundo a nota oficial do Vaticano, Bento XVI não sabia das declarações nazistas de Williamson quando revogou a excomunhão. As coisas, portanto, voltaram para seu lugar. O bispo inglês, para todos os efeitos - embora readmitido- permanece numa posição espectral. A mesma nota informa que todos os lefebvrevistas readmitidos na Igreja devem reconhecer a autoridade do Concílio Vaticano II. A situação jurídica da Fraternidade São Pio X não mudou, de acordo com o Vaticano. Para seu reconhecimento canônico, é condição indispensável, conforme explicita a Santa Sé, que os integrantes da comunidade lefebvrevista aceitem o Vaticano II em seu plenário, bem como os magistérios de João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI. A notícia é, por isso, também, positiva, porque o Vaticano sinaliza, para além de qualquer dúvida, que não legitima o ultratradicionalismo cismático pós-conciliar. Conclui-se a nota do Vaticano com a reafirmação de que Bento XVI repudia as declarações de Williamson: "são opiniões absolutamente inaceitáveis e totalmente rechadas pelo papa". Em tempo, porque a decisão de Bento XVI o recoloca no apropriado caminho das relações da Igreja com o judaísmo. Não é de se esquecer que Bento XVI visitará Israel em maio.

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