"A grande maioria dos filósofos da ciência de hoje aceitaria , sem maiores discussões, que a teoria do conhecimento é uma disciplina que se ocupa, prioritariamente, da explicitação dos critérios de atribuição de verdade para as proposições descritivas de estados de coisas e das relações entre estados de coisas. Agrave problema implicado pela caracterização de um critério de verdade é que, seja qual for tal critério, essa caracterização não depende apenas de escolhas determinadas pela metodologia das teorias científicas a partir das quais dizemos o que é verdadeiro de quê. Mas, sobretudo, da obtenção de um consenso mínimo sobre a natureza dos estados de coisas que podem ser descritos, e da análise das condições relativas  das possíveis experiências que temos da realidade".

Luis Milman

 
 
  • Em memória de Luis Milman

Islamonazista em Genebra

Reúnem-se, desde o dia 20 de abril, em Genebra, Suíça, representações da maioria dos países que integram a ONU e ONGs para a II Conferência da ONU sobre o Racismo. A primeira, como lembro de modo ainda inconformado, ocorreu em Durban, África do Sul e foi marcada pela rejeição a Israel e pelo anti-semitismo. O mesmo ocorrerá agora. Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Holanda, Itália, Polônia, Austrália, Nova Zelândia e, por óbvio, Israel, boicotam a Conferência, também chamada Durban II, porque em tratativas preliminares sobre o esboço da declaração que será extraída do evento, Israel é discriminado e o sionismo anatematizado.

Desta vez, está na Suíça o seguidor de Hitler, Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, aquela terra invejável, na qual não há homossexuais e as mulheres adúlteras são condenadas à morte, assim como pessoas que querem deixar de ser muçulmanas. Ahmadinejad foi convidado pelos organizadores da Conferência e vai se pronunciar sobre temas que seu país é o primeiro a desconsiderar. Afinal, o Irã é um regime clérico-oligárquico, opressor, no qual não há qualquer respeito aos direitos humanos. Mas isso não conta para os organizadores de Durban II. Muito menos conta o fato de que ele nega ter ocorrido o Holocausto e a todo instante apregoa o desejo de sua república islâmica, controlada por aiatolas, de destruir Israel.

Para os organizadores do encontro -e para Ban Ki-moon, presidente da ONU- vale apenas o fato de que há, no planeta, um grande número de países dispostos a tentar isolar Israel das relações internacionais, entre eles o próprio Irã e a Arábia Saudita, para na falar da Líbia, onde cortar a mão de ladrões é considerado punição leve. O mundo está repleto de ditaduras, regimes autocráticos e exclusivistas, todos representados na neutra Suíça para condenar o sionismo e o Estado de Israel que é, quer gostem os antissemitas ou não -e os há em grande número, disfarçados de antissionsitas, negadores do Holocausto, islamonazistas, cubano-idólatras, chavistas bolivarianos, chomskianos, ongs nazi-esquerdistas odientas e outros patifes- a única democracia existente no Oriente Médio.

Durban II é o rebento da conferência que a precedeu, e tem a marca do antissemitismo, para alegria do islamonazista Ahmadinejad, dos amantes do terrorismo e do ódio aos valores ocidentais. O antissemitismo é doutrina oficial no Irã, onde se pratica o enforcamento em praça pública, instrumento de terrorismo de estado, e ainda se aprisiona, chicoteia e se mata inimigos da república, depois de julgamentos sumários. Mulher ou homem, não importa. Depois de enforcados, ficam pendurados e expostos os corpos, em guindastes, por cinco horas. A maioridade penal para mulheres é de 9 anos. Para os homens, 15 anos.

O homem forte do regime é, na verdade, o aiatolá Ali Khamenei, um celerado teocrata, que está à frente do Assembleia de clérigos (Assembléia de Peritos, com 86 membros) que detém o poder no país desde a revolução xiita de 1979. Na eleições períódicas (quatro em quatro anos), para presidência inclusive, os debates se limitam à discussão de alguns temas econômicos, como a inflação, e uma maior ou menor flexibilidade na política externa. É proíbido o questionamento político do regime. A legitimidade da sharia, a lei islâmica por meio da qual o clero controla o estado, é absoluta.

Há trinta anos no poder, os aiatolás implementaram internamente o fanatismo xiita, o terror, o obscurantismo, a perseguição ideológica e religiosa - os bahais, por exemplo, são proibidos de praticar sua crença- discriminação sexual e ódio ao Ocidente. No plano externo, são os maiores financiadores do terrorismo e perseguem a capacidade de fabricar armamento nuclear.

No início de maio, Ahmadinejad virá ao Brasil, para encontrar-se com Lula. De nossa parte, os meios oficiais justificam a visita com um jargão pragmático, alega-se que há interesses comerciais em jogo e coisa e tal. O Brasil, que, antes do Governo Lula, possuía uma tradição de moderação e diplomática, quebrará mais uma vez seus compromissos nas relações exteriores, para receber, daqui a alguns dias, um antissemita declarado, negador do Holocausto e propagador do ódio a Israel. Esse governo está adotando a diplomacia de Chamberlain com Hitler, nossa versão bananeira do Tratado de Munique. Lula, "o cara", com o ex-integrante do Partido Operário Comunista, Marco Aurélio Garcia (eminência parda da diplomacia brasileira) e o chanceler Celso Amorim, querem flertar com o barbarismo no ano em que se registra o 120º aniversário de Hitler. Uma abominação.

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