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"A grande maioria dos filósofos da ciência de hoje aceitaria , sem maiores discussões, que a teoria do conhecimento é uma disciplina que se ocupa, prioritariamente, da explicitação dos critérios de atribuição de verdade para as proposições descritivas de estados de coisas e das relações entre estados de coisas. Agrave problema implicado pela caracterização de um critério de verdade é que, seja qual for tal critério, essa caracterização não depende apenas de escolhas determinadas pela metodologia das teorias científicas a partir das quais dizemos o que é verdadeiro de quê. Mas, sobretudo, da obtenção de um consenso mínimo sobre a natureza dos estados de coisas que podem ser descritos, e da análise das condições relativas  das possíveis experiências que temos da realidade".

Luis Milman

 
 
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Retorno, coronelismo e farra

Retorno, depois de alguns dias fora de Porto Alegre, tempo que aproveitei para rever velhos amigos e andarilhar por ruas portenhas. Procurei manter-me afastado do noticiário sobre o Brasil , mas foi inevitável tomar conhecimento da entrevista de Jarbas Vasconcelos sobre o corrupto PMDB e o fisiologismo lulista. Nada de novo, evidentemente. Triste trópico onde campeia a indecência e a política de cochilha. O petismo criminoso bolchevista, no governo, terminou com o encândalo do mensalão. Depos dele, o PMDB sarneyano governa o país de fato, juntamente com o bando de José Dirceu, concedendo a Lula o papel que a ele convém: o de um populista espertalhão, que distribui esmolas para os miseráveis perpetuarem a própria miséria e, assim, coletar níveis de popularidade que servem apenas para eternizar o poder de nossas oligarquias retrógradas. O tipo sarneyano encarna o coronel nordestino que manda no país, a quem Jarbas Vasconcelos denunciou, mais como desabafo de alguém que não vê saída para uma terra anestesiada pela falta do contraditário e pela política do imediatismo. Dela não escapam PSDB e DEM, partidos que pretendem suceder o PT no próximo governo, pois estão contaminados pelo jogo sujo das barganhas eleitoreiras. Creio que, depois da redemocratização do país conduzida pelo chamado Centrão, e à exceção do governo de Fernado Henrique Cardoso, tudo o que produzimos tem sido canalizado para o coronelismo peemedemista, esse parasita que consome nossas energias políticas e impede que enfrentemos os problemas brasileiros - que são muitos- de frente. Lula, que seria escorraçado da presidência quando do escândalo do mansalão, não fosse o bote salva-vidas da República do Maranhão, hoje navega na onda da popularidade produzida pela indecente bolsa esmola, sem que a oposição sequer tenha coragem de afrontar o caráter populista do programa de compra de votos oficial. Esses R$150/mês que o miserável com carterinha recebe do estado corremperam mais, em menos de seis anos, a consciência do brasileiro, do que sessenta anos de inchaço demográfico, crescimento da pobreza, estatização, ditadura e criminalidade. O cononelismo, que ainda hoje, num mundo de tecnologia globalizada, leva caminhão pipa para o sertão nordestino, está como nunca instalado no país. Por isso, Lula, o Apedeuta extrovertido, pode se esbaldar sem pudor num camarote da Sapucaí, diante do desfile de travestis e mulheres brucutus siliconadas e desnudas. É a farra do boi e da vaca, num país que sequer tem o direito de envergonhar-se de si mesmo.

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